sexta-feira, 7 de outubro de 2016

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Blowin' in the wind



Diversos Candomblés de todo o Brasil dedicam o dia de hoje, 4 de dezembro, a cultuar Iansã, a deusa dos ventos, dos raios e das tempestades. A data parece ter sido escolhida para coincidir com o culto católico ao seu mito também associado aos relâmpagos e trovões, Santa Bárbara. Apesar de serem divindades distintas, as semelhanças possíveis entre estes personagens foram importantes para os cultuadores dos Orixás poderem venerar as forças da natureza em momentos onde a própria sociedade cristã solicitava isso.

Oyá, a deusa do rio Níger, entitulada de Iyá Mesan (mãe dos nove) de onde surgiu a corrutela Iansã, levanta com o vento gerado em sua dança guerreira, tudo o que está assentado, escondido e estagnado. Ela desestabiliza, dinamiza, vivifica, traz à luz, oxigena! Oyá é renovação, vida, morte e renascimento, destruição e reconstrução.


E quando aprenderemos a ouvir as respostas que o vento leva e traz nas nossas vidas? Quando aprenderemos o momento certo de agir? Quando aprenderemos a nos livrar dos parasitas que nos sugam, assim como ela faz com seu eruxim? São essas perguntas que Iansã nos faz quando arranca, como um furacão, as escoras que nos viciam e nos acomodam, nos impedindo de crescer.

 














Blowin´ in the wind (tradução)
Bob Dylan

"Quantas estradas um homem precisará andar
Antes que possam chamá-lo de homem?
Quantos mares uma pomba branca precisará sobrevoar
Antes que possa dormir na areia?

Sim, e quantas balas de canhão precisarão voar
Até serem para sempre banidas?

A resposta, meu amigo, está sendo soprada pelo vento
A resposta está sendo soprada pelo vento
Quantos anos uma montanha pode existir
Até ser dissolvida pelo mar?
E quantos anos algumas pessoas terão de viver
Até ser permitido que sejam livres?
Sim, e quantas vezes um homem pode virar a cabeça
E fingir que simplesmente não vê?

A resposta, meu amigo, está sendo soprada pelo vento
A resposta está sendo soprada pelo vento
 Quantas vezes um homem precisará olhar para cima
Até que possa ver o céu?
Sim, e quantas orelhas precisará ter
Antes que possa ouvir as pessoas chorarem?
Sim, e quantas mortes ele causará até saber
Que pessoas já morrem pessoas demais?

A resposta, meu amigo, está sendo soprada pelo vento

A resposta está sendo soprada pelo vento"

domingo, 28 de outubro de 2012

O apagão e essa tal evolução.

 
Mais um APAGÃO! Muitos prejuízos, pânico, insegurança... E todo mundo sentindo falta do que o Candomblé tenta preservar e muita gente despreza, reclama e até critica por ser ultrapassado e cansativo.

Estas são as horas de repensarmos nosso

s conceitos de evolução e sobre como nos tornamos dependentes. Colocamos nossa sobrevivência inteiramente nas mãos de fatores que não dominamos.

O chuveiro elétrico, a cafeteira, o microondas, a televisão, o ar condicionado, o computador! Enfim, trocamos o trabalho que liberta pela facilidade que escraviza.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Ai, Xangô Menino da fogueira de São João!


Em Pernambuco, estamos no início de um dos períodos mais esperados do ano: as festas juninas. No entanto, nem elas se resumem ao mês de junho nem ao forró, às fogueiras e às comida de milho, apesar de serem estes, grandes símbolos do seu ápice no nordeste.

Segundo o site da Prefeitura do Recife, ao apresentar sua programação cultural para o mês, a festa de "São João" é a festa da fertilidade da terra e do homem. E temos que concordar. O santo também, porque deve ser uma honra para ele, emprestar seu nome para um espetáculo de tanta devoção.

No São João, a devoção, inclusive, não separa profano de sagrado, já que as origens destes festejos vêm de muito antes de algumas carolices cristãs. É o período de celebrar Juno, a deusa da família, em "ritos que envolvem o imaginário individual e coletivo, alimento para o espírito".

O fogo que aquece, prepara os alimentos, espanta os malfazejos e ainda reúne em volta das fogueiras, mulheres, homens e crianças, agrupando os diferentes, mas tão iguais nas suas aspirações e sentimentos. Junho é o período, no Nordeste, da colheita do milho, um dos elementos mais fortes na nossa mesa. A culinária típica nordestina é recheada de exemplos disso. Como não louvar a fertilidade da terra na colheita farta, prazer, resultado do esforço, suor e trabalho? Da casa para a vizinhança, da rua para o arraial e do arraial para todos. "Esse é o sentimento de devoção e alegria próprio dos festejos comunitários, aquecidos no fogo da fogueira e no coração da nossa gente".

Ai, Xangô, Xangô menino da fogueira de São João
Quero ser sempre o menino, Xangô, da fogueira de São João
Céu de estrela sem destino de beleza sem razão
Tome conta do destino, Xangô, da beleza e da razão

Viva São João, viva o milho verde
Viva São João, viva o brilho verde
Viva São João das matas de Oxossi
Viva São João

Olha pro céu, meu amor, veja como ele está lindo
Noite tão fria de junho, Xangô, canto tanto canto lindo
Fogo, fogo de artifício, quero ser sempre o menino
As estrelas deste mundo, Xangô, ai, São João, Xangô Menino.

Viva São João!

domingo, 25 de dezembro de 2011

A cajazeira

Naquele tempo, mandaram todas as árvores fazerem oferendas a Olorum, mas nenhuma deu importância ao conselho. Somente a cajazeira fez a oferenda. Daí por diante, todas as árvores, quando tombam, morrem rapidamente. Exceto a cajazeira que, mesmo caída ao chão, sempre grela e renasce.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011





Pessoal,

Para quem quer digitar textos em Yoruba e tem dificuldade de encontrar aqueles sinais todos, trouxe duas fontes ttf:

Yoruba Ok
http://www.yorubadictionary.com/YORUBAOK.TTF

Yoruba Sans
http://www.abibitumikasa.com/YorSans.TTF

Infelizmente, ou você compra um teclado para o idioma yoruba, com teclas diferentes como já vimos em outra postagem "Òrişà ou Orixá?" e está na imagem abaixo, ou vai inserindo os símbolos enquanto digita, em um trabalho enorme, mas que tem um resultado legal. Como serão apenas para algumas palavras específicas ou citações no idioma original e não para o texto inteiro, vai ser tranquilo.

Na Internet, também vi disponível um programa (que segundo o site, rodava apenas em Win95 e 98) que adaptava o teclado ABNT pra Yoruba. Então já dava para digitar normalmente. Além de quase ninguém usar mais essas versões do Sistema Operacional, esses programinhas depois causam mais prejuízo que benefício. Quem já sofreu com o idioma mudando de Português para Inglês automaticamente no XP enquanto se digita, sabe.

Espero que seja útil.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Mostra da Culinária de Terreiro aporta no Museu da Abolição

Evento, que acontece de sexta (24) a domingo (26 ), oferece ao público a oportunidade de conhecer - e degustar gratuitamente - as iguarias servidas nas Casas de Candomblé

Da Redação do pe360graus.com

Divulgação| Luiz Santos

Foto: Divulgação| Luiz Santos

A riqueza de sabores da gastronomia afro-brasileira ganha destaque na segunda edição da Mostra da Culinária de Terreiro de Pernambuco. O evento, que este ano aporta no Museu da Abolição entre os dias 24 e 26 de setembro, oferece ao público a oportunidade de conhecer - e degustar gratuitamente - as iguarias servidas nas Casas de Candomblé durante os rituais da religião de matriz africana, também conhecida como Xangô.

Além de saborear delícias como o "Padê" e o "Ekurú", os visitantes receberão informações sobre a história e a significação religiosa das receitas. A entrada também é gratuita.

Ao todo, 13 tendas estarão montadas na área externa no Museu, cada uma delas administrada por um terreiro de Candomblé de Pernambuco, selecionados pelo Centro de Cultura Afro Pai Adão. Cada estande apresentará comidas ligadas a um determinado deus africano, chamados de “Orixás”.

Haverá ainda uma barraca dedicada às crianças, ou “erês”, com pipocas, balas e outras guloseimas. A concessão aos pequeninos se deve à proximidade do Dia de Cosme e Damião, comemorado em 27 de setembro, que, na tradição do Candomblé é representado pelo Orixá Beiji.

Entre as receitas que integram a Mostra, algumas já familiares aos pernambucanos, como o Acarajé e o Vatapá. A maior parte dos pratos, no entanto, ainda é restrita aos adeptos dos rituais realizados nas Casas de Candomblé, a exemplo do Padê (farinha de mandioca, cebola), frango para Exu na Nação Xambá (frango, azeite de dendê e cebolinho) e do Ekurú (feijão macaça, azeite de dendê, camarão e cebola).

Há, ainda o Beguiri, à base de carne e quiabo, e, novidade nesta edição da mostra, a moqueca de peixe que, segundo Manoel Papai, é diferente das preparadas nos terreiros baianos.

Realizada pela empresa de Produção Cultural Aurora 21, com patrocínio do Fundo de Incentivo à Cultura de Pernambuco (Funcultura), a programação da Mostra contemplará ainda apresentações de cânticos em ritmos africanos e toadas em línguas africanas.

ATRAÇÕES
Além das próprias barracas com comidas, a Mostra de Culinária de Terreiro vai promover, a cada dia, uma atração artística significativa da cultura afro. Veja a programação:

DIA 24/09 (sexta-feira)
19h - Abertura com apresentação do ritual de cânticos sagrados a serem entoados nas línguas africanas das nações Xambá, Iorubá e Bantu, com percussão de ilus (atabaques), abês e agogôs.

DIA 25/09 (sábado)
18h - Apresentação do grupo de afoxé Povo de Ogunté, remanescentes de Pai Adão, considerado a maior personalidade do Xangô no Recife.

DIA 26/09 (domingo)
18h - Apresentação do maracatu mirim "Raízes de Pai Adão", formado por tataranetos de Pai Adão

SERVIÇO
Mostra da Culinária de Terreiro de Pernambuco
Quando: de 24 a 26 de setembro de 2010, das 16h às 21h.
Onde: Museu da Abolição (Rua Benfica, 1150 - Madalena - Recife/PE)
Quanto: entrada gratuita

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Mais notícias do Festival

Brindar e comer como santo

Publicado em 20.08.2010, às 19h59

Flávia de Gusmão Do Jornal do Commercio
Risoto ao axé de frutos do mar, com tilápia na manteiga de ervas é a pedida do Varekai
Risoto ao axé de frutos do mar, com tilápia na manteiga de ervas é a pedida do Varekai
Foto: Divulgação

Coquetéis ganham o espaço que merecem no Festival Comida de Santo, realizado entre os dias 23 e 31 de agosto em 14 restaurantes do Recife e de Olinda. O evento gastronômico propõe menu temático (R$ 45 que incluem drinque de boas vindas, entrada, prato principal e sobremesa) montado a partir dos elementos que compõem o perfil de cada orixá das religiões de origem africana.

O festival tem a consultoria gastronômica do chef Leandro Ricardo, que foi o primeiro a transpor para as mesas dos restaurantes do circuito estrelado, com a devida releitura, as comidas cerimoniais do candomblé.

Se é a partir do welcome drink que conhecemos o valor de um evento como este, então, o Festival Comida de Santo está um verdadeiro primor em termos de criatividade, empenho e coerência com o mote proposto. Os orixás representados têm, por assim dizer, gostos muito específicos no que diz respeito à sua alimentação. Uns gostam de milho, outros de pimenta, outros de suculentos cozidos, outros de farofa e assim por diante. Obviamente, estes ingredientes devem surgir nos pratos que representam a divindade.

No que diz respeito aos coquetéis criados especialmente para o evento, sobressaem-se características como cores e elementos da natureza a eles associados. Por exemplo, o drinque criado pelo Afonso&Anísio – a caipirinha de maçã vermelha – alude ao encarnado, cor por excelência do santo guerreiro Xangô. No menu, estão opções como o abará de frutos do mar, a polenta branca, com ragu de rabada e farofa de camarões . Como sobremesa: choux de maçã vermelha em calda de maçã do amor.

O Thaal brinda Oxóssi, o orixá da caça e da fartura, com uma caipirinha de maracujá e manga com picolé de limão. Por comer tudo quanto é caça, nada mais apropriado a este santo do que um menu composto por bolinho de feijão branco recheado com confit de avestruz (entrada) e tournedor de javali com purê de batata doce cítrico (principal). Se Ossaim é a entidade das folhas sagradas, ervas medicinais e litúrgicas, então, o coquetel proposto pelo La Douane, seu hospedeiro, é perfeito: uma variação rabo de galo que, em vez do vermute mistura a cachaça com vinho do Porto e o limão torcido para liberar seus óleos essenciais.

Tudo bem curativo, ou não? Em seu cardápio, o La Douane traz minimix de verdes com charuto de legumes grelhados nas ervas, nhoque de mandioca ao ragu de codorna e pannacota de coco ao molho quente de manga com especiarias.

RESTAURANTES PARTICIPANTES

Afonso & Anísio
Santo: Xangô
Welcome drink: Caipirinha de maçã vermelha
Entrada: Abará de frutos do mar
Prato principal: Polenta branca, com ragú de rabada e farofa de camarões
Sobremesa: Choux de maçã vermelha em calda de maçã do amor

Beijupirá

Santo: Iansã
Welcome drink: Champagne com bolinhas de melancia
Entrada: Acarajini –Blini de acarajé com vatapá e camarões no azeite de côco
Prato principal: Bobó de camarão com manga, arroz de amendoim e gengibre
Sobremesa: Maçã cozida com calda de chocolate branco e menta

Ça-Va

Santo: Oxalá
Welcome drink: Caipi citron /pomme: caipirinha de Pitu Gold, limão siciliano e maçã verde
Entrada: Escargots à nouvelle bourguignone: caracóis a molho cremoso ao azeite de ervas e alho com torradas de pão de tapenade
Prato principal: Le Canard: coxa de pato confit em crosta, molho de cogumelos e risotto de pêra ao vinho tinto e gorgonzola
Sobremesa: Blanc des Blancs: mousse de chocolate branco e cream cheese com calda de mel, especiarias e uvas passas brancas ao sauternes

Dalí Cocina

Santo: Nanã
Welcome drink: Levanta Saia
Entrada: Terrine de Munguzá com chips de batata doce e redução do Levanta Saia.
Prato principal: Resgate do Mangue: linguini de tinta de lula com purê de feijão fradinho, txangurro de carne de caranguejo com mariscos ao coco e redução cítrica de beterraba e laranja.
Sobremesa: Cestinha de massa de tapioca com compota de açaí e coulis de amora.

In Bistrô

Santo: Obá
Welcome drink: Caipirinha de Reis: Pitu Gold, romã e limão siciliano
Entrada: Caprese chaude - Sarcófago de massa folhado ao tomate, queijo e manjericão e mix de folhas
Prato principal: Filé ao pout pourri de cogumelos com linguine fresco ao molho de queijo taleggio
Sobremesa: Petit gateau de frutas vermelhas com sorvete de iorgute

It
Santo: Ibeji
Welcome drink: Tradicional caipirinha
Entrada: Caldinho de camarão do chef
Prato principal: Vatapá do chef com moqueca de camarão e farofa de dendê
Sobremesa: Bolo de tapioca com calda quente de gengibre

Just Madá
Santo: Logun Edé
Welcome drink: Limonada suíça com toque de cachaça
Entrada: Eko - polenta de forno servida com tilápia ao confit de ervas pernambucanas.
Prato principal: Ipeté - inhame rosti servido com camarão ao veludo de côco verde.
Sobremesa: Oin - mousse de batata doce servida com lâminas de frutas cítricas e mel.

La Comédie
Santo: Omulu
Welcome drink: CaipIfruta Abre Caminhos: caipifruta de limão e abacaxi ao hortelã
Entrada: Atotô de Omulu - Salada de queijo de cabra, tomate seco e bacon crocante ao azeite de manjericão
Prato principal: Bisteca de Porco Xarxará - bisteca de porco ao molho de mostarda e abacaxi acompan­hada de tian de abobrinha
Sobremesa: Doçura para Omulu: crumble de maçã, banana e coco com sorvete de tapioca

La Douane
Santo: Ossain
Welcome drink: Rabo de galo português ao óleo de limão
Entrada: Mini-mix de verdes com charuto de legumes grelhados nas ervas
Prato principal: Nhoque de mandioca ao ragu de codorna
Sobremesa: Pannacota de coco ao molho quente de manga com especiariais.

Maison do Bonfim
Santo: Ogum
Welcome drink: com cachaça
Entrada: Salada de Fígado
Prato principal: Galo ao molho curry e pimentões coloridos, acompanhado de tutu de feijão preto com arroz de fraldinha e purê de inhame.
Sobremesa: Mousse de graviola

Oficina do Sabor
Santo: Oxum
Welcome drink: Ijexá - Dança de ritmo cadente e sensual, Caipirinha de Pitu Gold com frutas amarelas ao hortelã e limão siciliano
Entrada: Borí - Uma degustação com amuses bouches, entradinhas pra se divertir e entender um pouco do universo da deusa africana que rege a beleza, riqueza e fertilidade
Prato principal: Omi ro wanran wanran wanran omi ro! As águas do rio fazem ruídos dos braceletes de Oxum! Oxum muito vaidosa, polia suas várias pulseiras de cobre à beira do riacho, antes mesmo de lavar seus filhos. Peixe assado com camarões, creme de açafrão com papardelli ao azeite de manjericão
Sobremesa: Doce pra Oxum: Tal como Romeu e Julieta, Oxum e Xangô tiveram um romance intenso e impossível: Queijo com goiabada em nova roupagem A banana normalmente é oferecida em forma de doce pra oxum. Reinterpretação da nossa Cartola

Pantagruel
Santo: Oxumaré
Welcome drink: Caipirinha de melancia com gengibre
Entrada: Lagosta grelhada sobre mousse da terra: lagosta grelhada com mousse de tomate, cenoura, milho e espinafre.
Prato principal: Camarão com frango: camarões e pedaços de frango ao molho de côco com purê de batata doce e farofa de dendê.
Sobremesa: Mousse de figo: mousse de figo com banana maçaricada com açúcar, canela e cachaça.

Thaal Cuisine
Santo: Oxossi
Welcome drink: Capilé: caipirinha de maracujá e manga com picolé de limão
Entrada: (F’É –JÃ-O.) Pêndulo de bolinho feijão branco crocante perfumado com coentro, recheado com confit de avestruz puxado com molho de vinho varietal suspenso.
Prato principal: (Ó.xÓ.SSi) Torre de tournedor de javali intercalado com cinta crocante cravejado com lança, guarnecido com purê de batata doce cítrico em textura de milho defumado e molho de vinho perfumado com alecrim.
Sobremesa: (Vérte) Monocromática de contas verdes.

Varekai
Santo: Iemanjá
Welcome drink: Caipirinha de tamarindo com açúcar de canela
Entrada: Odoiá de Vieiras: pérola de vieira empanada em milho com redução de moqueca e molho de pimentas da Sé
Prato principal: Abebé de Oxum para Iemanjá: risoto ao axé de frutos do mar, com tilápia na manteiga de ervas e espelho de acerola
Sobremesa: Chimbalauê: Sorvete de caipirinha com tartelete de limão siciliano

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Fertival de comida africana nos restaurantes do Recife

Oficina do Sabor, do chef César Santos, é um dos restaurantes participantes do Festival.








Elementos da cultura africana, como os orixás, prometem aquecer o mercado gastronômico local. É que entre os dias 23 e 31 deste mês, 14 restaurantes do Recife e Olinda recebem o “Festival Comida de Santo”. O menu, composto por drink de boas-vindas, entrada, prato principal e sobremesa, custará R$ 45 em todos os estabelecimentos participantes. O evento, inédito no Estado, integra o Ano da Gastronomia no Recife e espera incrementar entre 40% e 45% o movimento nos restaurantes.

“O Festival reforça a multiculturalidade de Pernambuco, fator que atrai muitos turistas. Já quem mora aqui vai ser atraído pela oportunidade de conhecer novas culinárias com um preço acessível”, observa a coordenadora do Ano da Gastronomia no Recife, Mayse Cavalcanti. Cada menu irá homenagear um orixá.

O restaurante Varekai, em Boa Viagem, está reabrindo as portas após a fusão com o Da Noi e vai aproveitar o evento para chamar frequentadores. “Com o Festival, pretendemos renovar o perfil dos clientes, reforçando o novo formato que assumimos no espaço, de misturar comida brasileira com a internacional”, conta a sócia do empreendimento, Karina Cunha.

“Recife é o terceiro maior polo gastronômico do Brasil”, lembra a vice-presidente da Empresa Pernambucana de Turismo (Empetur), Luciana Carvalho. “Muitas pessoas de outros estados do Nordeste, como a Paraíba, e do Interior do Estado vêm para a capital por causa da variedade gastronômica”, acrescenta.

Os restaurantes participantes são: Afonso & Anísio, Beijupirá, Ça-Va, Dalí Cocina, In Bistrô, It, Jus Madá Logun, La Comédie, La Douane, Maison do Bonfim, Oficina do Sabor, Pantagruel, Thaal Cuisine e Varekai.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Apresentações do Korin Orishá na Torre Malakoff

Korin Orishá: representação musical da cultura e religiosidade Afro-Recifenses






























































































“As melodias transcritas, passadas às pautas, foram arranjadas em estruturas harmônicas e polifônicas, adicionando-se a polirritmia dos atabaques, instrumentos de percussão sagrados do candomblé.

O disco foi produzido por José Amaro com intenções didáticas, para transmitir nas escolas, em todos os níveis (do primário ao universitário), a história dos orishás, assim como a dos instrumentos.”
Fonte da citação: http://www.estudiocarranca.com.br/blog/2009/07/korin-orisha-suite-afro-recifense/

É com imensa honra que hoje divulgamos as apresentações desse grupo que representa religiosidade, cultura, e boa música. Sendo regido pelo Professor José Amaro (sua bençao, meu velho!).

As apresentações ocorrerão durante o mês de Agosto, na Torre Malakoff, em Recife/PE .
Terças, quartas e quintas de Agosto de 2010
03, 05, 10, 12, 17 e 19 – A partir das 15 horas
04, 11, 18 e 19 – A partir das 10 horas

Axé!

(http://ocandomble.wordpress.com)