segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Nagô-vodum, uma reverência entre os Mahi e os iorubás


"O djèdjè maxi cutuado em Cachoeira é dividido principalmente em três clãs ou famílias de divindades denominadas Vodun, que são:

1)Família de Dàn – Composta pelos Voduns: Besen (Vodun principal), Akotokuen, Dàn Kasú, Dàn Insé, Jikú, Kuenkuen e etc.

2)Família dos Kaviúno ou Kavioso (Hevioso) - Composta pelos Voduns: Sogbo (Vodun principal), Gbade, Loko, Akarumbé [Akolombe], Jokolatino, Agbetawoyó (Vodun do mar), Kpòsú e etc.

3)Família dos Nago-Vodun – Composta pêlos Voduns (Orísa) que vieram do nagô. Divindades assimiladas da cultura yoruba pêlos djèdjè, que são: Ògún, Oyà, Yemonjá, Òsun, Odè e etc.

Podemos no
tar, também, a presença de outros Vodun pertencentes a famílias menores e pouco difundidas no Brasil, que acabaram sendo absorvidos pelas famílias maiores. Gaiaku Luiza segue dizendo, que uma sacerdotisa djèdjè maxi pode adqüirir três títulos que estão relacionados com a família à qual pertença seu Vodun protetor (Vodun de cabeça). Se uma sacerdotisa tem como protetor um Vodun pertencente à Família de Dàn, ela é denominada Mejitó (para ambos os sexos). Se seu Vodun pertencer a Família dos Kaviúno, é denominada Doné (ou Doté seu masculino). Se seu Vodun pertencer a Família dos Nago-Vodun, é denominada Gaiaku (não se conhece seu correspondente masculino). Uma mesma sacerdotisa pode ostentar todos os três títulos, cargos, citados acima. Quando ela inicia um/uma Vodunsì cujo o Vodun pertença a Família de Dàn, passa a ser chamada de Mejitó por esta Vodunsì. Se a Vodunsì iniciada for de um Vodun Kaviúno, a mãe passa a ser chamada de Doné. Se a Vodunsì pertencer a um Vodun da Família dos Nago-Vodun, está chamará sua mãe-de-santo de Gaiaku. Os cargos: Mejitó, Doné e Gaiaku são hierarquicamente iguais, possuindo o mesmo grau de importância dentro do culto. A sacerdotisa que possui seu cargo original inerente de seu próprio Vodun, pode adquirir outros cargos, conforme for iniciando Vodunsì cujo o Vodun pertença o outras famílias."

Trecho do Livro Gaiakú Luiza e a sua Trajetoria do Jeje-Mahim na Bahia,
Do mejitó Marcos Carvalho.

7 comentários:

rene machado disse...

Sou de JEJE MAHRIM,sou de OXAGUIAN E ALABE DE AJUNSSUM,não temos um local onde poderiamos compartilhar cantigas.
Acho que seria muito importante para que nada se perdesse...Cantigas de de JEJE...colofe a todos e um bom dia....

rene machado disse...

Somos uma familia....

angela aguadoce disse...

Concordo,os rituais e cânticos rezas,estão sendo esquecidos, a miscigenação e predominância do culto Ketu está toda parte de Brasil

angela aguadoce disse...

Concordo,os rituais e cânticos rezas,estão sendo esquecidos, a miscigenação e predominância do culto Ketu está toda parte de Brasil

felix marinho disse...

Rene Machado,

atualmente esse espaço existe em amplidão. Basta um pouco mais de interesse e boa vontade.

Gerson Souza disse...

Bom dia sou de gbade,poderia me passar algumas cantigas só de voz sem o atabaques obrigado

Claudete Portugal disse...

Sou de Ajunsun, Ekedy de Aziri. Concordo com tudo que foi dito...