quinta-feira, 17 de setembro de 2009

A cobra-fêmea do céu cor-de-rosa

Ewá é livre, a liberdade é sua casa. A casa de Ewá não tem paredes, não tem teto: é o mundo. Ewá não tem dono, traça seu próprio destino, escreve sua história. Rósea, brilha no brilho das estrelas. Reluzente, ascende quando o sol se põe. Vermelha, púrpura, magenta, todas as cores do fim da tarde são de Ewá. O céu da tarde é o seu rosto, a luz das estrelas, os seus olhos; o barulho das águas, a sua voz; o guizo das serpentes, o seu brado. É livre! Cobra não reconhece dono. Ri Ró Ewá!


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