domingo, 1 de novembro de 2009

Recife celebra Zumbi


No dia 3 de novembro, pela manhã, o Núcleo Afro da Prefeitura do Recife promove um encontro às 7h da manhã para celebrar a abertura do mês da Consciência Negra. O local do evento será o ponto onde Zumbi, um dos grandes nomes da resistência negra à escravidão, depois de morto, teve sua cabeça exposta para que a população aprendesse o que aconteceria com quem o tomasse como exemplo. Terça-feira, o que será exposto em um dos pontos mais movimentados da capital pernambucana desde o século XVII, vai além dos cabeças dos movimentos negros. Estará à vista de todos, a nova consciência das pessoas em relação às suas lutas e à resistência. À tarde, 15h, a Caminhada do povo de terreiro parte do Marco Zero.

Dia 03 – Celebrando o Mês da Consciência Negra

Horário: 07:00 Café da Manhã com Lideranças do Movimento Negro
Local: Memorial Zumbi dos Palmares - Praça do Carmo.

Tema: Celebrando Zumbi e Promovendo uma Cultura de Combate ao Racismo e toda forma de Intolerância.
Participação: Quilombo Cultural Malunguinho - Afoxé Elegbara – CEPIR – GRAC – MNU - Rede de Negras e Negros LGBT - Secretaria de Culrura/Fundação de Cultura-Núcleo Afro – Secretaria de Direitos Humanos -Diretoria da Igualdade Racial/PCR.

Informação: 3232-2308 / 8767-6533


"Zumbi nasceu em Palmares, Alagoas, livre, no ano de 1655, mas foi capturado e entregue a um missionário português quando tinha aproximadamente seis anos. Batizado 'Francisco', Zumbi recebeu os sacramentos, aprendeu português e latim, e ajudava diariamente na celebração da missa. Apesar destas tentativas de aculturá-lo, Zumbi escapou em 1670 e, com quinze anos, retornou ao seu local de origem. Zumbi se tornou conhecido pela sua destreza e astúcia na luta e já era um estrategista militar respeitável quando chegou aos vinte e poucos anos.

Por volta de 1678, o governador da Capitania de Pernambuco cansado do longo conflito com o Quilombo de Palmares, se aproximou do líder de Palmares, Ganga Zumba, com uma oferta de paz. Foi oferecida a liberdade para todos os escravos fugidos se o quilombo se submetesse à autoridade da Coroa Portuguesa; a proposta foi aceita, mas Zumbi rejeitou a proposta do governador e desafiou a liderança de Ganga Zumba. Prometendo continuar a resistência contra a opressão portuguesa, Zumbi tornou-se o novo líder do quilombo de Palmares.

Quinze anos após Zumbi ter assumido a liderança, o bandeirante paulista Domingos Jorge Velho6 de fevereiro de 1694 a capital de Palmares foi destruída e Zumbi ferido. Apesar de ter sobrevivido, foi traído por Antonio Soares, e surpreendido pelo capitão Furtado de Mendonça em seu reduto (talvez a Serra Dois Irmãos). Apunhalado, resiste, mas é morto com 20 guerreiros quase dois anos após a batalha, em 20 de novembro de 1695. Teve a cabeça cortada, salgada e levada ao governador Melo e Castro. Em Recife, a cabeça foi exposta em praça pública, visando desmentir a crença da população sobre a lenda da imortalidade de Zumbi.

Em 14 de março de 1696 o governador de Pernambuco Caetano de Melo e Castro escreveu ao Rei: "Determinei que pusessem sua cabeça em um poste no lugar mais público desta praça, para satisfazer os ofendidos e justamente queixosos e atemorizar os negros que supersticiosamente julgavam Zumbi um imortal, para que entendessem que esta empresa acabava de todo com os Palmares."

Fonte: Wikipedia





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