quinta-feira, 6 de maio de 2010

Seminário: Escravidão no Atlântico Sul e a Contribuição Africana no Processo Civilizador Brasileiro

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Diretoria de Pesquisas Sociais da Fundacao Joaquim Nabuco (Fundaj), em parceira com a Organização das Nações Unidas para a Educação (Unesco), estará promovendo entre os dias 12 e 14 de maio, das 14h às 18h, o seminário “Escravidão no Atlântico Sul e a Contribuição Africana no Processo Civilizador Brasileiro”. O evento faz parte das atividades do Ano Nacional Joaquim Nabuco e marcará o lançamento da exposição itinerante “Para que não esqueçamos: O triunfo sobre a escravidão”.

Os seminários que serão realizados no auditório Benício Dias, localizado no Museu do Homem do Nordeste, terão o intuito de estimular o debate e a pesquisa histórico-social. Através de atividades desse gênero, existirão novas interpretações da sociedade brasileira, resultando assim na quebra e superação de preconceitos contra a população negra.

O evento é destinado a professores universitários e das redes de ensino de educação básica, estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores militantes e representantes dos movimentos sociais, além do público interessado no tema. Os seminários serão transmitidos pela internet através do link http://nabuco.fundaj.gov.br/aovivo


A inscrição é GRATUITA e a ficha pode ser retirada AQUI



Programação

Dia 12/5 (quarta-feira)

14h – Abertura

15h – Conferência de abertura – Negociando vidas: História de traficantes de escravos africanos

• Conferencista: Marcus Joaquim Maciel de Carvalho–professor titular História/UFPE

• Coordenação: Adolfo S. Nobre – Diretor do Museu da Abolição

16h Intervalo

16h20 – Mesa Redonda 1: Trocas econômicas e simbólicas entre as duas bordas do Atlântico sul: Relações Brasil e África

A mesa intenta discutir as relações entre Brasil e África, o papel e a importância dos povos africanos no processo civilizatório da nação brasileira, nas suas dimensões econômica, tecnológica, religiosa e cultural.

• Acácio Almeida Santos (PUC/SP)

• Lisa Earl Castilho (UFBA)

• Coordenação: Lindivaldo Júnior – Assessor técnico da Secretaria de Cultura da Prefeitura da Cidade do Recife

Dia 13/5 (quarta-feira)

14h – Mesa Redonda 2: Tecendo letras e lutas: Iniciativas educacionais do povo negro

Esta mesa tem por objetivo debater a dimensão educativa e suas diferentes expressões e experiências por parte da população negra de maneira a serem entendidas dentro do conjunto de ações sociais, culturais e políticas na busca/luta por outra representação e espaços sociais no contexto do Brasil escravista.

• Maria Lúcia Rodrigues Muller (UFMT)

• Itacir Marques da Luz (Secretaria Estadual de Educação-PE)

• Ana Flávia Magalhães Pinto (Doutoranda Unicamp/SP)

• Coordenação: Maria de Fátima Oliveira Batista – Coordenador do GTêre – Secretaria de Educação Esporte e Lazer – Prefeitura da Cidade do Recife

16h: Intervalo

16h20 – Mesa Redonda 3: Laços de família, relações de parentesco, afetividade e resistência: a família negra sob a escravidão.

Felizmente a escravidão não significou a destruição completa dos laços familiares, das relações de parentesco e das relações afetivas dos africanos e afro-descendentes. Em condições tão adversas, ao tempo em que muitas famílias eram destruídas, muitas outras foram formadas e conseguiram sobreviver ao regime de cativeiro. Essa Mesa Redonda visa trazer uma reflexão sobre o papel da família, das relações de parentesco, dos laços de afeto e da resistência negra no cotidiano do regime escravista brasileiro.

• Isabel Cristina F. dos Reis (UFRB)

• Cristiane Pinheiro S. Jacinto (IFMA)

• Solange Pereira da Rocha (UFPB)

• Coordenação: Rosilene Rodrigues – Diretora da Diretoria de Promoção da Igualdade Racial/Secretaria de Direitos Humanos e Defesa Cidadã da Prefeitura da Cidade do Recife

Dia 14/5 (sexta-feira)

14h – Mesa Redonda 4: Lutas políticas, organização e estratégias dos povos africanos no Brasil

Na luta contra a escravidão os africanos e afrodescendentes criaram organizações e desenvolveram estratégias de enfrentamento e resistência (política e cultural). A mesa discute a atuação e as estratégias dos diversos grupos e suas repercussões no processo abolicionista e no pós-abolição, em busca da plena cidadania.

* Isabel Cristina Martins Guillen (UFPE)
* Paulino de Jesus Cardoso (UDESC/SC)
* José Bento Rosa da Silva (UFPE)

* Coordenação: Drª Maria Bernadete Azevedo Figueroa Procuradora de Justiça – Ministério Público de Pernambuco – coordenadora do GT Racismo

16h: Intervalo

17h30 – Conferência de encerramento: O triunfo sobre a escravidão

* Conferencista: Ubiratan Castro de Araújo – professor UFBA, diretor geral da Fundação Pedro Calmon

* Coordenação: Rosalira Santos Oliveira – Antropóloga e pesquisadora (Fundaj/Dipes)

19h – Momento de Congraçamento: Apresentação cultural

Promoção Fundação Joaquim Nabuco

Diretoria de Pesquisas Sociais

Organização e Realização

Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros NEAB

Parceria: Prefeitura do Recife

Informações e inscrições:

www.fundaj.gov.br

neab@fundaj.gov.br

Inscrições gratuitas.

Será emitido certificado de participação.

fonte: Site Fundaj

2 comentários:

Neab disse...

Oi Gente! Gostaria de agredecer a divulgação do nosso seminário. As inscrições estão encerradas devido ao grande número de interessados. Porém todo o evento poderá ser acompanhado via internet. Já estamos nos preparando para um próximo evento e contamos com a presença de todos. Axé.

Leonardo Crocia disse...

Pessoal do Neab, podem contar conosco sempre. Apoiamos e participamos sempre que possível das atividades desenvolvidas pela Fundaj. É compromisso e gratidão nossa, até por já termos sido beneficiados por toda a prestatividade da equipe que o Neab/Fundaj