terça-feira, 22 de junho de 2010

Como fazer um axé de sucesso



Sempre ficamos sabendo, querendo ou não, dos novos lançamentos dos fenômenos da Música Brasileira em seus variados ritmos e expressões, do forró eletrônico, technobrega, funk e assim por diante. No entanto, o que me chama atenção é a grande valorização e o buxixo causado pelos "axés" no meio candomblecista, como se realmente fossem eles, veículos desse bem tão valioso. Será que existe conteúdo suficiente para se dizer algo com axé? As composições unem sonoridade, letra, interpretação, tudo isso dentro de um objetivo mercadológico e artístico naturalmente. Mais que "Jacarés Iemanjás" acima, cansa ouvir músicas-engodo, pseudo-homenagens a Orixás, mas cantadas em um iorubá que cola palavras e sons apenas para rimar e impressionar aos leigos.

"Odô, axé odô, axé odô, axé odô
Odô, axé odô, axé odô, axé odô
Isso é pra te levar no ilê
Pra te lembrar do badauê
Pra te lembrar de lá
Isso é pra te levar no meu terreiro
Pra te levar no candomblé
Pra te levar no altar
Isso é pra te levar na fé
Deus é brasileiro
Muito obrigado axé
Ilumina o mirin orumilá
Na estrada que vem a cota
É um malê é um maleme
Quem tem santo é quem entende"

Quem tem santo tenta entender o que Ivete e Bethânia, do Olimpo, cantaram a não ser frases rimadas sem muita coerência, mas em um arranjo belíssimo.

É esperar as próximas.



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